A paralisia do sono é a incapacidade temporária de se mover ou falar que ocorre quando você está acordando ou adormecendo.

Afeta pessoas de todas as idades mas é mais comum em adolescentes e jovens adultos.

Não é prejudicial e deve passar em alguns segundos ou minutos, mas pode ser muito assustadora.

Existem pessoas que já tiveram paralisia do sono uma ou duas vezes na vida, enquanto outras experimentam algumas vezes por mês ou regularmente.

Sintomas da paralisia do sono

 O principal sintoma da paralisia do sono é estar completamente consciente do seu entorno, mas temporariamente incapaz de se mover ou falar.

Durante um episódio de paralisia do sono, você pode: achar difícil respirar fundo, como se seu peito estivesse sendo esmagado ou restringido e ser incapaz de abrir os olhos. A duração de um episódio pode variar de alguns segundos até vários minutos.

Algumas pessoas também têm a sensação de que há alguém ou algo no quarto com elas (como uma alucinação) – e sentem que essa presença quer prejudicá-las.

Quando o episódio acaba podem se mover e falar normalmente, embora possam se sentir inseguros e ansiosos para voltar a dormir.

Procure ajuda se:

  Se você experimenta a paralisia do sono regularmente pois isto o deixará muito ansioso para dormir e provavelmente se sentirá com muito sono durante o dia.

Também existem situações em que em que a pessoa adormece repentinamente ou perde o controle muscular.

Neste caso, os sintomas são de outro distúrbio relacionado ao sono chamado: narcolepsia.

 

O que fazer?

Se estiver se sentindo muito ansioso procure ajuda médica, porém, alguns ajustes podem fazer com que os episódios de paralisia do sono parem de ocorrer.

Evite substâncias como cafeína perto da hora de dormir.

Também evite assistir a filmes e séries de suspense ou terror.

Crie um ambiente tranquilo e confortável para o descanso.

Faça longas respirações antes de dormir.

 

Você já deve ter ouvido falar que o sono funciona em ciclos e que você deveria dormir pelo menos 8 horas diariamente para obter um bom descanso. Mas já se questionou se estes ciclos e horários funcionam igualmente para todas as pessoas?

Este assunto foi abordado pela cientista do sono Wendy Troxel em sua participação no Ted Talks Manhattan Beach.
No olhar de Wendy,  a questão “adolescentes com sono” é uma epidemia de saúde pública.
Isto porque os adolescentes liberam melatonina pelas 11 horas da noite, ou seja, duas horas mais tarde que adultos e crianças.
Segundo a pesquisadora, os casos frequentes de distúrbios do sono nesta fase do desenvolvimento humano não se dão em função do uso de redes sociais.
Wendy está convencida de que a falta de sono ocorre principalmente por causa do horário que iniciam as aulas nas escolas, que costuma ser muito cedo. Ela defende que isto é uma epidemia de saúde pública e sua pesquisa concentra-se nas relações e ligações existentes entre sono, ambiente social e saúde.
 
O comportamento, o cérebro e o corpo dos adolescentes sofre quando eles não dormem bem. Podem ter sintomas semelhantes ao TDAh inclusive, pode influenciar para o consumo de drogas, depressão e suicídio.
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que adolescentes que começaram a frequentar as aulas mais tarde, tiveram uma redução de 25% no número de faltas escolares.  Os padrões biológicos de sono mudam para tempos posteriores tanto para dormir quanto para acordar durante a adolescência – o que significa que é natural não conseguir dormir antes das 11:00 da noite.
Os adolescentes precisam de cerca de 8 a 10 horas de sono por noite para funcionar melhor. A maioria dos adolescentes não dorme o suficiente – um estudo descobriu que apenas 15% relataram dormir oito horas e meia nas noites escolares.
Adolescentes tendem a ter padrões irregulares de sono durante a semana – eles geralmente ficam acordados até tarde e dormem até tarde nos finais de semana, o que pode afetar seus relógios biológicos e prejudicar a qualidade do sono. Muitos adolescentes sofrem de distúrbios do sono tratáveis, como narcolepsia, insônia, síndrome das pernas inquietas ou apneia do sono.
 
Enquanto psicóloga clinica, a Dra. Troxel ajuda os pacientes a superar transtornos do sono através de tratamento comportamental, não farmacológico. Ela foi a diretora fundadora da American Academy of Sleep Medicine, um reconhecido programa de treinamento em Medicina do Sono na Universidade de Pittsburgh.
Ela oferece oportunidades de pesquisa e treinamento clínico para estudantes de mestrado e pós-doutorado interessados na medicina do sono. Ela também detém papeis de liderança em diversas sociedades de profissionais do sono, é editora associada do jornal “Sleep Health”, e tem se envolvido em esforços locais e nacionais focados em horários escolares saudáveis para os adolescentes.