Você conhece ou convive com alguma criança ou adolescente com timidez excessiva ou transtornos como depressão e ansiedade?

– Que deixa de comer para jogar ou realiza todas as refeições em frente ao computador/televisão?

– Evita estudar ou não termina tarefas do trabalho? Não sai com amigos ou se relaciona com seus familiares?

– Compromete seu horário de sono para usar equipamentos digitas mais e mais?

 

O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo analisou a saúde mental de crianças e adolescentes entre cinco e 17 anos. Cerca de 8 mil pessoas participaram e os números assustam: a média de uso de eletrônicos é de 9h por dia (excluindo o tempo de estudo) com 85% usando mais do que usava antes da pandemia.

O estudo mostrou que 21% dos entrevistados dormem depois da uma hora da manhã em dias de semana; 43% não fizeram qualquer atividade física nas duas semanas anteriores à pesquisa; 26% têm acessos de raiva frequentes; 11% estão tristes e desanimados e 17% dizem sentir medo.

“As crianças ficam expostas ao estresse dos pais, ansiedade, consumo de álcool, violência doméstica. As limitações da pandemia e outros fatores cobram um preço alto. Alguns dos dados preliminares preocupam – 15% das crianças apresentam níveis clínicos de ansiedade e depressão”.

Pediatras de todo o Brasil relataram que estão notando alterações comportamentais em seus pacientes.

 

O confinamento prolongado, a perda da convivência com os amigos, a distância da escola e a difícil adaptação aos estudos online geram ansiedade, irritação e medo nas crianças e adolescentes. Isso sem falar naqueles que sofreram perdas de entes queridos.

A presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Luciana Rodrigues Silva, diz que os pais devem redobrar os cuidados em relação à tecnologia e reavaliar a rotina dos filhos, para verificar se eles estão extrapolando no uso de equipamentos digitais (TV, notebooks, celular e outros). A médica Evelyn Eisenstein contribui: “as relações humanas precisam prevalecer, norteadas por afeto e compreensão, para que essa fase difícil seja superada em conjunto”.

 

#bons sonhos!

Postura é a relação harmoniosa de três elementos: músculos, articulações e ossos.

 

Eles têm como função em princípio, estabilizar espacialmente o corpo humano, bem como protegê-lo à medida que recebe estímulos do ambiente. O principal elemento dessa estrutura é a coluna vertebral que funciona como o eixo do corpo.

A má postura não tem consequências apenas estéticas, também pode causar problemas físicos que prejudicam a qualidade de vida. Manter uma postura errada pode afetar diferentes partes do corpo. Ainda que não acusem problemas de imediato, a médio e longo prazo é possível que possam se pronunciar por meio de diferentes patologias.

Consequências da má postura:

 

Alterações na coluna vertebral: em especial na região cervical e lombar. A inversão da curvatura nessas regiões é o problema mais encontrado, além de desencadear dores geralmente difusas e que se espalham para os ombros.

Dor de cabeça: a má postura é uma das principais causas de dores nas costas e dores de cabeça. Tensão extra nos músculos posteriores do pescoço pode sobrecarregá-lo, causando dores nas costas.

Problemas de sono: uma postura inadequada pode afetar negativamente a nossa capacidade de dormir e o descanso profundo. O sistema muscular não alinhado da maneira certa impede que relaxemos por completo, dificultando o sono reparador.

Dores nos pés: desalinhamento da coluna também pode afetar os membros inferiores e as articulações dos quadris, joelhos e tornozelos. Por isso a importância de prestarmos atenção em nossa postura da cabeça aos pés.

Fadiga: quando nos habituamos a uma postura incorreta, nosso corpo precisa trabalhar mais para manter-nos em pé. Isso pode gerar sensações de desconforto muscular e cansaço.

 

Existem alguns problemas mais graves que podem surgir por conta da dor nas costas, alguns deles são: DORT (doença relacionada ao trabalho), hérnia de disco, escoliose, lordose, cifose e outros desvios na coluna.

Como anda a sua postura no dia a dia?

Lembre-se que estamos fazendo uso dela enquanto dirigimos, sentados em frente ao computador, teclando no celular, à mesa, nas refeições, estirados no sofá, ao caminharmos, na prática de exercícios, durante o sono dos justos.

Alinhe-se!

Existem muitos fatores que provocam os despertares ao longo da noite. E estes vão desde problemas físicos, um parceiro de cama que se mexe muito, barulhos da rua e até os pensamentos que você tem antes de dormir. Só que muitas vezes pode ser difícil voltar a adormecer.

 

 

 

 

 

O que evitar?

 

  1. Compartilhar o quarto com o seu animal de estimação

Quem tem animal de estimação geralmente tem o costume de deixar o bichinho dormir na mesma cama. Porém, pesquisas apontam que 58% dessas pessoas são acordados durante a noite. Para que você não passe por isso, treine o seu pet para dormir em outro quarto.

 

  1. Roncar

O ronco também é uma das causas que provoca despertares durante o sono. Existem alternativas para quem ronca, tratamentos com acompanhamento médico que efetivamente ajudam. No entanto, você também pode adotar alguns hábitos para prevenir o ronco.

A melhor posição de dormir para a respiração, é de lado. Dormir de lado alivia a pressão gravitacional nas vias aéreas. Outra medida que você pode adotar é parar de fumar e comer alimentos leves antes de dormir.

O ronco também pode sinalizar que você tem apneia do sono, por isso, se o problema perdurar procure ajuda médica.

 

  1. Beber álcool

A bebida alcoólica muitas vezes é utilizada para ajudar a adormecer. O problema é que quem tem este hábito geralmente acorda no meio da noite e isso acontece porque o álcool deixa o sono mais leve. Por isso é recomendável que você evite o álcool por pelo menos 4 horas antes de dormir.

 

  1. Deixar os filhos dormirem na mesma cama

Por mais que possa parecer difícil impedir os filhos de dormirem junto com os pais, esta é a melhor opção. Isto porque além de provocar despertares ao longo da noite, esta prática também prejudica a saúde da coluna.

 

  1. Deitar numa cama desconfortável

 

É bom lembrar que o aspecto conforto não se resume à uma sensação boa, porque você pode estar usando um colchão vencido e ainda achar bom.

Um colchão comum após 7 anos de uso regular, ou até menos tempo, pode estar inadequado.

Isto porque ele começa a apresentar muitos ácaros e também a afundar em algumas regiões, prejudicando a saúde da coluna.

Se este for o seu caso considere trocar de colchão por um colchão ortopédico e com tecnologias que te ajudam a obter um sono reparador.

 

  1. Deitar preocupado ou ansioso

Se você for dormir pensando muito sobre um assunto, que está te preocupando isto afetará o seu descanso. Procure se distrair com algo até adormecer e evite atividades que te deixam mais atento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para muitos de nós dormir poucas horas já virou parte da rotina. Justificamos este fato com a nossa profissão, falta de tempo, stress…

Com certeza estes fatores influenciam diretamente na nossa vida, dificultando muitas vezes a nossa organização das atividades.

Porém, juntamente com a alimentação e prática de exercícios físicos, o sono deveria ser prioridade na nossa agenda diária.

Já se perguntou por quanto tempo você consegue seguir com uma baixa qualidade de sono sem consequências perigosas para a saúde?

 

O sono saudável é fundamental para todos, já que precisamos reter informações, aprender habilidades, renovar as energias.

Esta é provavelmente a principal razão pela qual crianças adquirem habilidades linguísticas, sociais e motoras num ritmo acelerado e por isso, precisam de mais horas de sono que os adultos.

Por exemplo, enquanto um adulto precisa de aproximadamente 7 a 9 horas de sono por noite, uma criança de 1 ano de idade precisa em média 11 a 14 horas de sono, bem como um adolescente entre 10 e 14 anos.

Durante esses períodos críticos de crescimento e aprendizado, os jovens precisam de uma dose pesada de sono para um bom desenvolvimento e atenção.

O problema de perder horas de sono é que não é possível recuperá-las. Você até pode compensar um pouco com alguns cochilos fora de hora. No entanto, os melhores hábitos de sono são formados por rotinas consistentes, que criam as condições apropriadas para um bom descanso.

 

No site “National Sleep Foundation” foi feita uma pesquisa para saber quais são os elementos mais importantes para se ter uma noite de sono saudável.

 

Aproximadamente 9 de 10 entrevistados, classificaram como os principais fatores para dormir bem:

Colchão confortável (93%)

Travesseiro confortável (91%)

Sensação confortável de lençóis e roupas de cama (86%)

Quarto tranquilo (74%)

Quarto escuro (73%)

Temperatura ambiente fresco (67%)

Quarto limpo (62%)

Mas afinal o que acontece com o seu corpo se você dorme mal?

Em primeiro lugar os níveis do hormônio do estresse “cortisol” começam a aumentar ocasionando sintomas como: aumento de peso, aumento da pressão arterial, perda de massa óssea e muscular, alterações de humor, depressão, cansaço, insônia, perdas de memória, dificuldade de concentração e aprendizagem, diminuição da libido, menstruação irregular, entre outros.

Dormir mal também pode causar comprometimento cognitivo, ou seja, interfere no julgamento, memória comunicação e coordenação:

“Dependendo da duração da privação de sono, aproximadamente 80% das pessoas normais na população acabarão tendo alucinações”. Brandon Peters, Neurologista

Se uma pessoa ficar 2 dias sem dormir, por exemplo, tem o seu metabolismo reduzido, ou seja, diminui sua capacidade de metabolizar glicose corretamente. Isto pode ocasionar um aumento de peso e até mesmo, o surgimento de doenças como a diabetes. Estes são sinais que o corpo começa a dar para te avisar que você precisa descansar.

 

 

 

 

Você já começou a dormir e de repente percebeu que estava em um sonho?

Já conseguiu controlar a narrativa dos seus sonhos? Se sua resposta for “sim”, você experimentou o que é chamado de sonho lúcido.

O nome revela bastante sobre a experiência: estar dormindo mas ter consciência do que está acontecendo. Algumas pessoas conseguem até conduzir o sonho de acordo com a sua vontade. Isto faz do sonho lúcido uma experiência curiosa para muitos porque por meio dele se torna possível explorar o mundo onírico com plena consciência.

Um estudo realizado no Brasil entrevistou 3.427 participantes com idade média de 25
anos. Os resultados da pesquisa indicaram que 77% dos entrevistados haviam
experimentado o sonho lúcido pelo menos uma vez.
Existem muitas técnicas que são utilizadas por pessoas que querem tentar alcançar sonhos lúcidos ou que querem aperfeiçoar suas experiências de sonhos lúcidos.

O primeiro é conhecido como “teste de realidade”

Isso pode envolver verificar se você está sonhando tanto na vida real
quanto durante um sonho. Por exemplo, uma pessoa pode se perguntar “estou sonhando agora?” e fazer sua mão passar por uma parede sólida.
Na vida real, a parede permanecerá sólida e impenetrável, enquanto em um sonho a mão passará facilmente. 

Outra “verificação da realidade” é reler uma linha de texto.

Na realidade, se lermos o texto em um cartaz, por exemplo, ele permanecerá o mesmo
quando o relermos. Já em um sonho, no entanto, o texto mudará constantemente. Conduzir esses experimentos repetidamente ao longo do dia pode tornar mais fácil lembrar de conduzi-los durante um estado de sonho, permitindo assim, que o sonhador ganhe consciência do sonho.

Notavelmente, sonhadores “lúcidos” podem aprender a conscientemente remodelar seus sonhos enquanto sonham e dão origem a profundas experiências de sonho. Já existem até estudos sobre a emergente ciência do sonho lúcido e revelam o poder potencial de usar sonhos lúcidos para melhorar o desenvolvimento psicológico e o bem-estar das pessoas.


A paralisia do sono é a incapacidade temporária de se mover ou falar que ocorre quando você está acordando ou adormecendo.

Afeta pessoas de todas as idades mas é mais comum em adolescentes e jovens adultos.

Não é prejudicial e deve passar em alguns segundos ou minutos, mas pode ser muito assustadora.

Existem pessoas que já tiveram paralisia do sono uma ou duas vezes na vida, enquanto outras experimentam algumas vezes por mês ou regularmente.

Sintomas da paralisia do sono

 O principal sintoma da paralisia do sono é estar completamente consciente do seu entorno, mas temporariamente incapaz de se mover ou falar.

Durante um episódio de paralisia do sono, você pode: achar difícil respirar fundo, como se seu peito estivesse sendo esmagado ou restringido e ser incapaz de abrir os olhos. A duração de um episódio pode variar de alguns segundos até vários minutos.

Algumas pessoas também têm a sensação de que há alguém ou algo no quarto com elas (como uma alucinação) – e sentem que essa presença quer prejudicá-las.

Quando o episódio acaba podem se mover e falar normalmente, embora possam se sentir inseguros e ansiosos para voltar a dormir.

Procure ajuda se:

  Se você experimenta a paralisia do sono regularmente pois isto o deixará muito ansioso para dormir e provavelmente se sentirá com muito sono durante o dia.

Também existem situações em que em que a pessoa adormece repentinamente ou perde o controle muscular.

Neste caso, os sintomas são de outro distúrbio relacionado ao sono chamado: narcolepsia.

 

O que fazer?

Se estiver se sentindo muito ansioso procure ajuda médica, porém, alguns ajustes podem fazer com que os episódios de paralisia do sono parem de ocorrer.

Evite substâncias como cafeína perto da hora de dormir.

Também evite assistir a filmes e séries de suspense ou terror.

Crie um ambiente tranquilo e confortável para o descanso.

Faça longas respirações antes de dormir.

 

Nos últimos tempos já não é novidade que o sono é o terceiro pilar da saúde e que não dormir o suficiente prejudica a qualidade de vida em diversos âmbitos. Existe a tendência de evitar dar atenção para aquilo que temos pouco ou nenhum conhecimento. Talvez seja por isso que ainda não tratamos este assunto com a seriedade que ele merece.

No entanto, cada vez mais surgem pesquisas científicas que comprovam que distúrbios do sono afetam drasticamente nossa atividade cerebral e do sistema imunológico.

Desta vez, encontramos a palestra do cientista do sono Matt Walker no TED Talks 2019, cujo nome é “Sleep is your super power – Dormir é o seu super poder.

Este é um convite que nos leva a descobrir o que realmente acontece quando alguém é privado do sono.

Como foi feita a pesquisa?

 Matt e a equipe de pesquisadores selecionaram um grupo de indivíduos e os dividiram em dois grupos experimentais: um grupo do sono e um grupo de privação do sono.

O grupo do sono, teve um total de oito horas de sono e o grupo de privação ficou acordado no laboratório, sob total supervisão.

Não houveram cochilos, nem a ingestão de cafeína e no dia seguinte, colocaram os participantes dentro de um scanner de ressonância magnética.

Lá tentaram fazer com que o grupo privação do sono aprendesse uma lista de novos fatos, ao mesmo tempo em que tiravam fotos da atividade cerebral.

Quando compararam os resultados dos dois grupos, encontraram um déficit bastante significativo de 40% nas capacidades do cérebro de criar novas memórias, nos casos em que houve privação do sono. Também houve uma queda de 70% na atividade das células natural killer.

Esse é um estado preocupante de deficiência imunológica que estabelece ligações significativas entre a privação do sono e o o desenvolvimento de inúmeras formas de câncer. Atualmente, essa lista inclui câncer de intestino, câncer de próstata e câncer de mama.

Na verdade, a ligação entre a falta de sono e o câncer é tão forte que a Organização Mundial de Saúde classificou qualquer forma de trabalho noturno como um provável agente cancerígeno, devido a uma interrupção dos ritmos de sono-vigília.

E por que isto acontece?

Matt explica que há uma estrutura que fica do lado esquerdo e do lado direito do cérebro, chamada hipocampo, que funciona quase como a caixa de informações do seu cérebro.

O hipocampo é muito bom em receber novos arquivos de memória e depois segurá-los. Quando observaram esta estrutura na pesquisa com as pessoas que dormiram as 8 horas, tiveram muitas atividades saudáveis em relação à aprendizagem.

No entanto, naquelas pessoas que foram privadas de sono, na verdade não conseguiram encontrar qualquer sinal significativo dessa atividade.

Portanto, é quase como se a privação do sono desativasse a caixa de entrada de memórias. Esse é um exemplo da importância do sono para o bom funcionamento do cérebro, mas o sono é essencial para todo o corpo. A perda do sono prejudica o sistema reprodutivo, cardiovascular, imunológico, etc.

Há por exemplo um experimento global realizado em 1,6 bilhão de pessoas em 70 países, duas vezes por ano, chamado de horário de verão. Agora, na primavera, quando perdemos uma hora de sono, vemos um aumento de 24% nos índices de ataques cardíacos.

No outono, quando ganhamos uma hora de sono, vemos uma redução de 21% nos ataques cardíacos. E o mesmo acontece em relação à acidentes de carro, acidentes de trânsito, até mesmo nas taxas de suicídio.

O que acontece com a qualidade fisiológica do seu sono quando você dorme 8 horas? Você restaura a sua memória e habilidade de aprendizado?

Quando colocaram eletrodos por toda a cabeça dos participantes, descobriram que existem ondas cerebrais grandes e poderosas que acontecem durante os estágios mais profundos do sono. Também perceberam que ocorrem explosões espetaculares de atividade elétrica, as quais chamaram de fusos de sono.

É exatamente a qualidade combinada dessas ondas cerebrais de sono profundo que age como um mecanismo de transferência de arquivos à noite. Ou seja, transfere as memórias de um reservatório de curto prazo para um local de armazenamento de longo prazo e, protege-as.

Algumas das áreas médicas que Matt desenvolveu o seu trabalho clinicamente, foi o envelhecimento e a demência. Porque é claro que não é segredo que, à medida que envelhecemos, nossas habilidades de aprendizado e memória começam a desaparecer e diminuir.

Mas o que também descobriu é que uma assinatura fisiológica do envelhecimento é que o seu sono piora, especialmente a qualidade do sono profundo. E só no ano passado, foram publicadas evidências de que essas duas coisas, elas não estão simplesmente co-ocorrendo, elas estão significativamente inter-relacionadas.

E isso sugere que o rompimento do sono profundo seja um fator subestimado que está contribuindo para o declínio cognitivo, o declínio da memória no envelhecimento e, mais recentemente, também na ocorrência da doença de Alzheimer.

Existe possibilidade de reverter a situação?

Ao contrário de muitos outros fatores relacionados ao envelhecimento (que são extremamente difíceis de tratar como por exemplo, as mudanças na estrutura física do cérebro) em relação ao sono é possível agir em direção à melhoras.

E uma maneira que encontraram para se aproximar disso no centro de sono de Matt foi desenvolvendo um método chamado de estimulação cerebral atual direta.

O método acontece por meio da aplicação de uma pequena quantidade de voltagem no cérebro, tão pequena que normalmente não se sente, mas que tem um impacto mensurável.

Por exemplo, quando aplicam essa estimulação durante o sono em adultos jovens e saudáveis, conseguem não só amplificar o tamanho dessas ondas cerebrais de sono profundo, mas também quase dobrar a quantidade de benefício de memória que você obtém do sono.

O desafio que eles encontram agora é o de tornar essa mesma tecnologia acessível para adultos mais velhos e com demência.

Quais são as dicas para um bom sono?

A primeira dica de Matt é regularidade.

Ir para a cama e acordar no mesmo horário todos os dias, seja em dias de semana ou finais de semana.

Isto faz uma ancoragem melhorando a quantidade e a qualidade do sono. A segunda é manter a calma.

O corpo precisa reduzir sua temperatura central em cerca de dois a três graus Fahrenheit para iniciar o sono e depois para continuar dormindo, e é a razão pela qual você sempre acha mais fácil adormecer num ambiente frio do que, num ambiente muito quente.

Então, aponte para uma temperatura ambiente de cerca de 65 graus, ou cerca de 18 graus Celsius porque esta é a temperatura ideal para o sono da maioria das pessoas.

O sono, infelizmente, não é um luxo de estilo de vida opcional, é uma necessidade biológica não negociável, é o seu sistema de suporte à vida.

E a dizimação do sono em todas as nações industrializadas está tendo um impacto catastrófico em nossa saúde, no nosso bem-estar, até mesmo na segurança e educação de nossos filhos. É uma epidemia silenciosa de perda de sono, e está rapidamente se tornando um dos maiores desafios de saúde pública que enfrentamos no século XXI.

 

Matt Walker Ted 2019

Distúrbios do sono e sonolência diurna são os sinais mais reveladores da falta de higiene do sono. Além disso, se você está demorando muito para adormecer, deve considerar reavaliar sua rotina de sono e rever seus hábitos de dormir. Algumas mudanças simples podem fazer a diferença para começar a obter uma boa noite de sono.

Você sabia que alguns hábitos diários podem se tornar nocivos para o seu sono?

A higiene do sono pode ser definida por uma série de práticas e hábitos que são necessários para ter uma boa qualidade de sono durante a noite e um estado de vigília pleno durante o dia. Esta definição e uma série de dicas para colocar em prática a higiene do sono, foi o que encontramos no site da National Sleep Foundation.

Confere os ajustes que podem fazer a diferença:

1. LUZES

Dormir em ambiente escuro é o correto para conseguir ter uma noite de descanso reparadora.

Por isso, é importante ficar atento a qualquer luz que possa estar ligada no quarto, inclusive, luzes de roteador, de televisão, luzes vermelhas ou azuis.

Frestas na cortina ou janelas descobertas, permitem a entrada de luz da rua e isto pode atrapalhar a chegada ao estágio de sono profundo.

Isto porque, a presença de luz para o cérebro significa que é dia, e este é um sinal de que você deve acordar. Por isso, considere o uso de cortinas black-out e máscaras.

Também é importante reparar que o contato com luzes brilhantes perto da hora de dormir, dificulta o ingresso ao estado de sonolência. Ou seja, ficar mexendo no celular, assistir série momentos antes de dormir, não ajuda a ter um sono saudável.

2. INGESTÃO

O que você ingere até 3 horas antes de dormir, interfere diretamente no seu sono.

Evite substâncias estimulantes neste período como cafeína e álcool, por exemplo. Estes podem ser fatores iniciais para insônia e mesmo o álcool, que para algumas pessoas dá a ideia de que adormecem mais rápido, pode atrapalhar o sono na segunda metade da noite quando o corpo começa a processá-lo.

Assim,  além de não conseguir entrar no estágio de sono profundo, que é onde se processam as memórias do dia, o seu cérebro não consegue efetuar a limpeza dos resíduos. O problema é que o acúmulo destes resíduos pode resultar em doenças graves no futuro, como o Alzheimer.

3. QUARTO

É necessário ter um ambiente agradável para dormir.

Se deixarmos o quarto bagunçado, numa temperatura muito quente, ou muito fria, dormirmos no mesmo colchão há décadas, e usarmos qualquer travesseiro, será difícil conseguir relaxar.

Colchões fora da validade ou sem ortopedia provocam desconforto, o que faz com que a coluna fique tentando compensar as sobrecargas que recebe durante a noite. Isto faz com que interrompamos o sono diversas vezes, além de prejudicar a saúde da coluna.

O mesmo acontece quando usamos travesseiros que não proporcionam alinhamento para a cervical, justamente porque eles não possuem a altura e o material correto.

 4. OUTROS

É importante encontrar o modo próprio de relaxar antes de ir dormir. Isto pode se dar por meio de um banho quente, de uma prática de meditação, da escolha de uma música calma para ouvir. Assim, começamos a criar uma atmosfera de tranquilidade que propicia o estado de sonolência.

Ter uma boa noite de sono é extremamente importante para a saúde física e mental. Quando a saúde do sono está em dia, temos maior produtividade e qualidade de vida em geral. E isto se aplica a crianças, adolescentes, adultos e pessoas de idade avançada.

Deixar o filho dormir na mesma cama pode parecer uma prática inofensiva e até amorosa, mas no final das contas este hábito pode gerar sérias consequências. É o caso da Milena, uma juíza que dorme com a sua filha de 2 anos e seu esposo e acabou enfrentando alguns problemas pelo caminho.

 

Milena tem uma rotina diária corrida. Além de ser juíza e mãe de três filhos, trabalha duas vezes por semana numa cidade vizinha

Ela precisa se organizar muito bem para conseguir conciliar trabalho e família. Com o passar do tempo sua filha, Luísa, se acostumou a dormir com os pais.

Milena pensava que esta era uma maneira de ficar mais perto de Luísa, aproveitar melhor o tempo que estavam juntas.

Porém, esta não foi uma boa prática para a saúde da família. Após 6 meses dormindo juntos, todos apresentaram queixas.

Luísa começou a se acordar diversas vezes durante a noite. Frequentemente, não conseguia retomar o sono e no dia seguinte estava com vontade de dormir fora do horário habitual. Isto afetou seu desempenho nas atividades da escola.

Paulo, seu marido começou a demorar para dormir com sintomas claros de insônia. E Milena, que já tinha uma rotina bastante intensa, descobriu uma hérnia de disco que lhe impossibilitou de trabalhar por uma semana.

Por meio da história de Milena e sua família podemos perceber que parte das soluções estão relacionadas com a mudança de hábitos. Muitos dos distúrbios que enfrentamos se devem a ações danosas, que repetidamente geram consequências mais graves.

O que fazer?

A sociedade americana de pediatria indica que o bebê durma no mesmo cômodo dos pais, ao lado dos pais, mas não na mesma cama.

Depois quando a criança começa a dar os primeiros passos, o recomendado é que ela já esteja dormindo no seu próprio quarto. Muitas vezes nessa fase de adaptação existe resistência da parte da criança porque ela sente falta da segurança que os pais passam.

Isto é normal, mas mesmo com um pouco de dificuldade vale a pena educar a criança para que ela consiga superar o medo inicial.  Conversar com o seu filho para entender o que ele está sentindo e encontrar maneiras de demonstrar que é seguro estar sozinho na hora de dormir, é uma ótima medida para que ele comece a se adaptar.

Você pode contar histórias para que ele se distraia, ou até para convencê-lo de que não há o que temer. Mesmo que chore, berre ou tente ir para a cama dos pais no início, depois de um tempo sendo reeducado, provavelmente irá se acostumar com o seu próprio quarto.

Ceder ao desejo dos filhos de dormir junto, traz sérias consequências como vimos na história de Milena e também causam dependência emocional. Os filhos que se acostumam com este hábito, vinculam o sono seguro aos pais.

Assim, não conseguem encontrar em si a força para superar o medo de dormir sozinhos.  Além disso, com o passar do tempo provavelmente acarretará em distúrbios do sono e problemas de coluna para todos os envolvidos (pai, mãe e filho).