Vivemos  a c e l e r a d o s

 

 

 No mundo atual, diversos profissionais trabalham 10 a 14 horas em ambiente competitivo e muitas vezes, hostil. Médicos, advogados, empresários, que encontram “distração” no bombardeio hipnótico virtual. Viver constantemente em ritmo acelerado, com alta dosagem de adrenalina, é viver o tempo todo como se tivesse no fio da navalha.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país com a maior taxa de ansiosos no mundo. As estatísticas mostram que 9% dos brasileiros possui algum transtorno de ansiedade. Em entrevista para a revista Veja, o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP, abordou este tema:

“A ansiedade é um estado emocional que faz parte dos sistemas cerebrais de defesa, uma forma de energia que motiva a pessoa a buscar segurança. Dependendo do grau, ela traz sofrimento excessivo e prejuizo funcional.”

 

Bernik explica que a ansiedade em excesso acaba  se tornando patológica e se manifesta na forma de fobias. Estas podem ser sociais, como a síndrome do pânico por exemplo (também chamada agorafobia -medo de ficar preso numa situação e não encontrar saída) e  as específicas (medo de animais, insetos ou altura). A pessoa que apresenta pânico por exemplo, tende a adotar um comportamento de esquiva, na tentativa de evitar as situações que desencadeiam a fobia. A repetição deste contexto, pode chegar numa situação de depressão.

“Desgaste emocional e desmoralização levam na maioria das vezes à depressão. É importante tratar a ansiedade para não deprimir aos 40”.

De acordo com o psiquiatra, a causa dos transtornos de ansiedade é variável. Na maioria dos casos existe uma incapacidade para lidar com stress e uma cultura familiar ou profissional que incentiva o perfeccionismo e a competitividade. Nos casos em que ocorre prioritariamente no ambiente de trabalho, o indicado seria se liberar para ir pra casa mais cedo, ficar com a familia e dormir:

“Se você não chegou no ponto de que precisa de tratamento você pode fazer um balanço entre trabalho/ qualidade de vida. Tem que encontrar um tempo para fazer exercício, para sair com os amigos pra um almoço ou jantar, tempo pra dormir bem, recuperar as energias, tempo pra namorar. Se você não tem esse tempo algo está errado”.

 

O que fazer?

 

A dica de Marcio Bernik é tentar se engajar em técnicas de relaxamento, práticas meditativas, exercícios físicos, melhorar a postura e dormir de maneira correta. Estas são boas opções para quem quer melhorar a qualidade de vida e se previnir de problemas mais sérios. Novos hábitos funcionam para ajudar a relaxar e acostumar o corpo a ter uma vida saudável.  Não é bobagem, faz diferença.

 

Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/veja-saude-saiba-como-superar-a-ansiedade/

 

Carolina Sanchi Goulart

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