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Ao fechar os olhos e embarcar nas profundezas de uma noite de sono, não fazemos ideia da quantidade de atividades que seguem acontecendo e da sua importância para a saúde. Passamos um terço das nossas vidas dormindo, mas será que sabemos para que precisamos dormir? Podemos explicar por que esta é uma das atividades mais reparadoras para a nossa mente?

Estes foram alguns dos questionamentos lançados pelo neurocientista Jeff Liff em sua participação ao Ted Talks Med em 2014.

Jeff demonstrou com sua pesquisa a influência do sono para um bom funcionamento do corpo, em todos os âmbitos: mental, espiritual e físico.

Isto ocorre porque é durante o descanso que o cérebro consegue solucionar exigências e problemas que o corpo precisa resolver.

Como por exemplo, o fornecimento contínuo de nutrientes para alimentar as células, resultando numa intensa atividade elétrica. Esta, representa um quarto de todo o abastecimento de energia do corpo e gera resíduos que precisam ser removidos. No restante do corpo o sistema responsável pela limpeza dos resíduos é o sistema linfático, mas ele não atua no cérebro.

Como o cérebro resolve este problema da limpeza de resíduos?

 

 

 

Quando há influência no surgimento do Alzheimer?

Nos pacientes com Alzheimer essa proteína segue entre as células, ou seja, não é eliminada.

E o acúmulo dessa substância é o que acredita-se ser o maior responsável para o desenvolvimento da doença.

Estudos mostram que pacientes que dormem mal têm uma maior concentração de beta-amiloide no cérebro.

 

Se o sono faz parte da solução do cérebro para a limpeza de resíduos, então isto pode mudar radicalmente a forma como encaramos a relação entre o sono, a beta-amiloide e a doença de Alzheimer. Para manter ”a casa limpa” o cérebro precisa do sono reparador porque sem ele, podem se instaurar desordens.

Quando se trata de limpar os resíduos do cérebro é a própria saúde, função da mente e do corpo que estão em jogo.  Jeff finaliza enfatizando, que se cuidarmos do nosso sono hoje, evitaremos problemas, como o Alzheimer no futuro.