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Deixar o filho dormir na mesma cama pode parecer uma prática inofensiva e até amorosa, mas no final das contas este hábito pode gerar sérias consequências. É o caso da Milena, uma juíza que dorme com a sua filha de 2 anos e seu esposo e acabou enfrentando alguns problemas pelo caminho.

 

Milena tem uma rotina diária corrida. Além de ser juíza e mãe de três filhos, trabalha duas vezes por semana numa cidade vizinha

Ela precisa se organizar muito bem para conseguir conciliar trabalho e família. Com o passar do tempo sua filha, Luísa, se acostumou a dormir com os pais.

Milena pensava que esta era uma maneira de ficar mais perto de Luísa, aproveitar melhor o tempo que estavam juntas.

Porém, esta não foi uma boa prática para a saúde da família. Após 6 meses dormindo juntos, todos apresentaram queixas.

Luísa começou a se acordar diversas vezes durante a noite. Frequentemente, não conseguia retomar o sono e no dia seguinte estava com vontade de dormir fora do horário habitual. Isto afetou seu desempenho nas atividades da escola.

Paulo, seu marido começou a demorar para dormir com sintomas claros de insônia. E Milena, que já tinha uma rotina bastante intensa, descobriu uma hérnia de disco que lhe impossibilitou de trabalhar por uma semana.

Por meio da história de Milena e sua família podemos perceber que parte das soluções estão relacionadas com a mudança de hábitos. Muitos dos distúrbios que enfrentamos se devem a ações danosas, que repetidamente geram consequências mais graves.

O que fazer?

A sociedade americana de pediatria indica que o bebê durma no mesmo cômodo dos pais, ao lado dos pais, mas não na mesma cama.

Depois quando a criança começa a dar os primeiros passos, o recomendado é que ela já esteja dormindo no seu próprio quarto. Muitas vezes nessa fase de adaptação existe resistência da parte da criança porque ela sente falta da segurança que os pais passam.

Isto é normal, mas mesmo com um pouco de dificuldade vale a pena educar a criança para que ela consiga superar o medo inicial.  Conversar com o seu filho para entender o que ele está sentindo e encontrar maneiras de demonstrar que é seguro estar sozinho na hora de dormir, é uma ótima medida para que ele comece a se adaptar.

Você pode contar histórias para que ele se distraia, ou até para convencê-lo de que não há o que temer. Mesmo que chore, berre ou tente ir para a cama dos pais no início, depois de um tempo sendo reeducado, provavelmente irá se acostumar com o seu próprio quarto.

Ceder ao desejo dos filhos de dormir junto, traz sérias consequências como vimos na história de Milena e também causam dependência emocional. Os filhos que se acostumam com este hábito, vinculam o sono seguro aos pais.

Assim, não conseguem encontrar em si a força para superar o medo de dormir sozinhos.  Além disso, com o passar do tempo provavelmente acarretará em distúrbios do sono e problemas de coluna para todos os envolvidos (pai, mãe e filho).