Posts

Existem muitos fatores que provocam os despertares ao longo da noite. E estes vão desde problemas físicos, um parceiro de cama que se mexe muito, barulhos da rua e até os pensamentos que você tem antes de dormir. Só que muitas vezes pode ser difícil voltar a adormecer.

 

 

 

 

 

O que evitar?

 

  1. Compartilhar o quarto com o seu animal de estimação

Quem tem animal de estimação geralmente tem o costume de deixar o bichinho dormir na mesma cama. Porém, pesquisas apontam que 58% dessas pessoas são acordados durante a noite. Para que você não passe por isso, treine o seu pet para dormir em outro quarto.

 

  1. Roncar

O ronco também é uma das causas que provoca despertares durante o sono. Existem alternativas para quem ronca, tratamentos com acompanhamento médico que efetivamente ajudam. No entanto, você também pode adotar alguns hábitos para prevenir o ronco.

A melhor posição de dormir para a respiração, é de lado. Dormir de lado alivia a pressão gravitacional nas vias aéreas. Outra medida que você pode adotar é parar de fumar e comer alimentos leves antes de dormir.

O ronco também pode sinalizar que você tem apneia do sono, por isso, se o problema perdurar procure ajuda médica.

 

  1. Beber álcool

A bebida alcoólica muitas vezes é utilizada para ajudar a adormecer. O problema é que quem tem este hábito geralmente acorda no meio da noite e isso acontece porque o álcool deixa o sono mais leve. Por isso é recomendável que você evite o álcool por pelo menos 4 horas antes de dormir.

 

  1. Deixar os filhos dormirem na mesma cama

Por mais que possa parecer difícil impedir os filhos de dormirem junto com os pais, esta é a melhor opção. Isto porque além de provocar despertares ao longo da noite, esta prática também prejudica a saúde da coluna.

 

  1. Deitar numa cama desconfortável

 

É bom lembrar que o aspecto conforto não se resume à uma sensação boa, porque você pode estar usando um colchão vencido e ainda achar bom.

Um colchão comum após 7 anos de uso regular, ou até menos tempo, pode estar inadequado.

Isto porque ele começa a apresentar muitos ácaros e também a afundar em algumas regiões, prejudicando a saúde da coluna.

Se este for o seu caso considere trocar de colchão por um colchão ortopédico e com tecnologias que te ajudam a obter um sono reparador.

 

  1. Deitar preocupado ou ansioso

Se você for dormir pensando muito sobre um assunto, que está te preocupando isto afetará o seu descanso. Procure se distrair com algo até adormecer e evite atividades que te deixam mais atento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos últimos tempos já não é novidade que o sono é o terceiro pilar da saúde e que não dormir o suficiente prejudica a qualidade de vida em diversos âmbitos. Existe a tendência de evitar dar atenção para aquilo que temos pouco ou nenhum conhecimento. Talvez seja por isso que ainda não tratamos este assunto com a seriedade que ele merece.

No entanto, cada vez mais surgem pesquisas científicas que comprovam que distúrbios do sono afetam drasticamente nossa atividade cerebral e do sistema imunológico.

Desta vez, encontramos a palestra do cientista do sono Matt Walker no TED Talks 2019, cujo nome é “Sleep is your super power – Dormir é o seu super poder.

Este é um convite que nos leva a descobrir o que realmente acontece quando alguém é privado do sono.

Como foi feita a pesquisa?

 Matt e a equipe de pesquisadores selecionaram um grupo de indivíduos e os dividiram em dois grupos experimentais: um grupo do sono e um grupo de privação do sono.

O grupo do sono, teve um total de oito horas de sono e o grupo de privação ficou acordado no laboratório, sob total supervisão.

Não houveram cochilos, nem a ingestão de cafeína e no dia seguinte, colocaram os participantes dentro de um scanner de ressonância magnética.

Lá tentaram fazer com que o grupo privação do sono aprendesse uma lista de novos fatos, ao mesmo tempo em que tiravam fotos da atividade cerebral.

Quando compararam os resultados dos dois grupos, encontraram um déficit bastante significativo de 40% nas capacidades do cérebro de criar novas memórias, nos casos em que houve privação do sono. Também houve uma queda de 70% na atividade das células natural killer.

Esse é um estado preocupante de deficiência imunológica que estabelece ligações significativas entre a privação do sono e o o desenvolvimento de inúmeras formas de câncer. Atualmente, essa lista inclui câncer de intestino, câncer de próstata e câncer de mama.

Na verdade, a ligação entre a falta de sono e o câncer é tão forte que a Organização Mundial de Saúde classificou qualquer forma de trabalho noturno como um provável agente cancerígeno, devido a uma interrupção dos ritmos de sono-vigília.

E por que isto acontece?

Matt explica que há uma estrutura que fica do lado esquerdo e do lado direito do cérebro, chamada hipocampo, que funciona quase como a caixa de informações do seu cérebro.

O hipocampo é muito bom em receber novos arquivos de memória e depois segurá-los. Quando observaram esta estrutura na pesquisa com as pessoas que dormiram as 8 horas, tiveram muitas atividades saudáveis em relação à aprendizagem.

No entanto, naquelas pessoas que foram privadas de sono, na verdade não conseguiram encontrar qualquer sinal significativo dessa atividade.

Portanto, é quase como se a privação do sono desativasse a caixa de entrada de memórias. Esse é um exemplo da importância do sono para o bom funcionamento do cérebro, mas o sono é essencial para todo o corpo. A perda do sono prejudica o sistema reprodutivo, cardiovascular, imunológico, etc.

Há por exemplo um experimento global realizado em 1,6 bilhão de pessoas em 70 países, duas vezes por ano, chamado de horário de verão. Agora, na primavera, quando perdemos uma hora de sono, vemos um aumento de 24% nos índices de ataques cardíacos.

No outono, quando ganhamos uma hora de sono, vemos uma redução de 21% nos ataques cardíacos. E o mesmo acontece em relação à acidentes de carro, acidentes de trânsito, até mesmo nas taxas de suicídio.

O que acontece com a qualidade fisiológica do seu sono quando você dorme 8 horas? Você restaura a sua memória e habilidade de aprendizado?

Quando colocaram eletrodos por toda a cabeça dos participantes, descobriram que existem ondas cerebrais grandes e poderosas que acontecem durante os estágios mais profundos do sono. Também perceberam que ocorrem explosões espetaculares de atividade elétrica, as quais chamaram de fusos de sono.

É exatamente a qualidade combinada dessas ondas cerebrais de sono profundo que age como um mecanismo de transferência de arquivos à noite. Ou seja, transfere as memórias de um reservatório de curto prazo para um local de armazenamento de longo prazo e, protege-as.

Algumas das áreas médicas que Matt desenvolveu o seu trabalho clinicamente, foi o envelhecimento e a demência. Porque é claro que não é segredo que, à medida que envelhecemos, nossas habilidades de aprendizado e memória começam a desaparecer e diminuir.

Mas o que também descobriu é que uma assinatura fisiológica do envelhecimento é que o seu sono piora, especialmente a qualidade do sono profundo. E só no ano passado, foram publicadas evidências de que essas duas coisas, elas não estão simplesmente co-ocorrendo, elas estão significativamente inter-relacionadas.

E isso sugere que o rompimento do sono profundo seja um fator subestimado que está contribuindo para o declínio cognitivo, o declínio da memória no envelhecimento e, mais recentemente, também na ocorrência da doença de Alzheimer.

Existe possibilidade de reverter a situação?

Ao contrário de muitos outros fatores relacionados ao envelhecimento (que são extremamente difíceis de tratar como por exemplo, as mudanças na estrutura física do cérebro) em relação ao sono é possível agir em direção à melhoras.

E uma maneira que encontraram para se aproximar disso no centro de sono de Matt foi desenvolvendo um método chamado de estimulação cerebral atual direta.

O método acontece por meio da aplicação de uma pequena quantidade de voltagem no cérebro, tão pequena que normalmente não se sente, mas que tem um impacto mensurável.

Por exemplo, quando aplicam essa estimulação durante o sono em adultos jovens e saudáveis, conseguem não só amplificar o tamanho dessas ondas cerebrais de sono profundo, mas também quase dobrar a quantidade de benefício de memória que você obtém do sono.

O desafio que eles encontram agora é o de tornar essa mesma tecnologia acessível para adultos mais velhos e com demência.

Quais são as dicas para um bom sono?

A primeira dica de Matt é regularidade.

Ir para a cama e acordar no mesmo horário todos os dias, seja em dias de semana ou finais de semana.

Isto faz uma ancoragem melhorando a quantidade e a qualidade do sono. A segunda é manter a calma.

O corpo precisa reduzir sua temperatura central em cerca de dois a três graus Fahrenheit para iniciar o sono e depois para continuar dormindo, e é a razão pela qual você sempre acha mais fácil adormecer num ambiente frio do que, num ambiente muito quente.

Então, aponte para uma temperatura ambiente de cerca de 65 graus, ou cerca de 18 graus Celsius porque esta é a temperatura ideal para o sono da maioria das pessoas.

O sono, infelizmente, não é um luxo de estilo de vida opcional, é uma necessidade biológica não negociável, é o seu sistema de suporte à vida.

E a dizimação do sono em todas as nações industrializadas está tendo um impacto catastrófico em nossa saúde, no nosso bem-estar, até mesmo na segurança e educação de nossos filhos. É uma epidemia silenciosa de perda de sono, e está rapidamente se tornando um dos maiores desafios de saúde pública que enfrentamos no século XXI.

 

Matt Walker Ted 2019

Algumas profissões exigem que o trabalho aconteça em turno noturno. Esta realidade é vivida por médicos, enfermeiras, motoristas de ônibus, porteiros, seguranças. É o caso do Marcelo Pereira, médico plantonista de 28 anos. Mas será que este fato não traz consequências para a saúde do sono do Marcelo e de todas as pessoas que acabam trocando a noite pelo o dia?

 

A rotina do Marcelo começa na madrugada para que consiga atender todas as enfermarias, que estão sempre lotadas.

Desde a hora em que chega no hospital até a hora de ir embora, as atividades não param.

E não é simples lidar com pessoas que estão passando por dificuldades, é preciso estar com disposição e atenção para conseguir exercer bem a sua função.

O atendimento médico vai além dos procedimentos necessários para cada caso que chega. É preciso conversar e ouvir as pessoas que estão doentes, seus parentes, prescrever receitas e solicitar exames.

Além de virar noites, Marcelo também trabalha nos finais de semana. Em casos de  emergência mesmo fora do seu horário padrão, precisa estar disponível.

O que acontece com a saúde?

Especialistas já tem provado que poucas horas de sono resultam na falta de regulação das capacidades cerebrais, estresse e maior probabilidade de doenças.

É o que sugere um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.  Segundo a pesquisa, quando um indivíduo não descansa bem, os níveis de uma substância tóxica no cérebro aumentam, podendo causar doenças que prejudicam a memória.

Os resultados apontaram que após uma noite de privação de sono, os participantes apresentaram níveis muito altos de beta-amiloide, substância relacionada ao surgimento e desenvolvimento de Alzheimer.

E isso com a privação em um único dia! Imagina pessoas como o Marcelo, que encaram jornadas de trabalho superiores a 30 horas. Essa rotina exaustiva, comum para muitos médicos, produz fadiga e favorece o surgimento de erros, porque se torna difícil manter um bom desempenho profissional nestas condições.

Em alguns países desenvolvidos como os Estados Unidos e a Inglaterra, as discussões sobre a importância de obter mais horas de sono no caso dos médicos tem resultado em alterações nas jornadas de trabalho.

No Brasil ainda se fala pouco sobre esta problemática, mas é necessário começar a colocar em pauta, já que é realmente prejudicial para a saúde não obter as horas necessárias para o descanso diário.

Deixar o filho dormir na mesma cama pode parecer uma prática inofensiva e até amorosa, mas no final das contas este hábito pode gerar sérias consequências. É o caso da Milena, uma juíza que dorme com a sua filha de 2 anos e seu esposo e acabou enfrentando alguns problemas pelo caminho.

 

Milena tem uma rotina diária corrida. Além de ser juíza e mãe de três filhos, trabalha duas vezes por semana numa cidade vizinha

Ela precisa se organizar muito bem para conseguir conciliar trabalho e família. Com o passar do tempo sua filha, Luísa, se acostumou a dormir com os pais.

Milena pensava que esta era uma maneira de ficar mais perto de Luísa, aproveitar melhor o tempo que estavam juntas.

Porém, esta não foi uma boa prática para a saúde da família. Após 6 meses dormindo juntos, todos apresentaram queixas.

Luísa começou a se acordar diversas vezes durante a noite. Frequentemente, não conseguia retomar o sono e no dia seguinte estava com vontade de dormir fora do horário habitual. Isto afetou seu desempenho nas atividades da escola.

Paulo, seu marido começou a demorar para dormir com sintomas claros de insônia. E Milena, que já tinha uma rotina bastante intensa, descobriu uma hérnia de disco que lhe impossibilitou de trabalhar por uma semana.

Por meio da história de Milena e sua família podemos perceber que parte das soluções estão relacionadas com a mudança de hábitos. Muitos dos distúrbios que enfrentamos se devem a ações danosas, que repetidamente geram consequências mais graves.

O que fazer?

A sociedade americana de pediatria indica que o bebê durma no mesmo cômodo dos pais, ao lado dos pais, mas não na mesma cama.

Depois quando a criança começa a dar os primeiros passos, o recomendado é que ela já esteja dormindo no seu próprio quarto. Muitas vezes nessa fase de adaptação existe resistência da parte da criança porque ela sente falta da segurança que os pais passam.

Isto é normal, mas mesmo com um pouco de dificuldade vale a pena educar a criança para que ela consiga superar o medo inicial.  Conversar com o seu filho para entender o que ele está sentindo e encontrar maneiras de demonstrar que é seguro estar sozinho na hora de dormir, é uma ótima medida para que ele comece a se adaptar.

Você pode contar histórias para que ele se distraia, ou até para convencê-lo de que não há o que temer. Mesmo que chore, berre ou tente ir para a cama dos pais no início, depois de um tempo sendo reeducado, provavelmente irá se acostumar com o seu próprio quarto.

Ceder ao desejo dos filhos de dormir junto, traz sérias consequências como vimos na história de Milena e também causam dependência emocional. Os filhos que se acostumam com este hábito, vinculam o sono seguro aos pais.

Assim, não conseguem encontrar em si a força para superar o medo de dormir sozinhos.  Além disso, com o passar do tempo provavelmente acarretará em distúrbios do sono e problemas de coluna para todos os envolvidos (pai, mãe e filho).

Você está lutando para conseguir dormir?

1. Cochilo fora de hora

Cochilos longos ou cochilos no final do dia, são mais propensos a mantê-lo acordado durante a noite do que um descanso de 20 minutos na hora do almoço.

Solução

Se você está lutando para dormir melhor, a última coisa que você deve fazer é cochilar durante o dia. Mesmo que você esteja cansado, tente ficar acordado até pelo menos nove horas.

2. Ficar deitado acordado na cama

Solução

Se você não conseguir dormir dentro de 15 a 20 minutos, foque sua mente em outra atividade. Em vez de ficar se revirando na cama, tente ler um livro.

Se você continuar lutando, saia da cama e tente outra coisa até ficar cansado. As atividades que você tenta não devem ser excessivamente estimulantes, como a tecnologia, que emite luz azul. Evite computadores, televisão ou seu telefone, eles podem mantê-lo ativo.

3. Exercícios antes de ir pra cama

É recomendado exercitar-se por cerca de 30 minutos todos os dias. Estudos mostram que as pessoas que fazem a quantidade recomendada de exercício têm 65% menos probabilidade de se sentirem sonolentas durante o dia. No entanto, tenha cuidado com o horário que você escolhe para praticá-los.

Exercícios muito próximos da hora de dormir aumentam a temperatura corporal, os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea, alterações que prejudicam o sono.

Solução

 Evite exercícios físicos pelo menos durante as duas últimas horas antes de se deitar. Se possível, evite a tecnologia ou comer excessivamente e tente relaxar.

Atividades como tomar banho ou ler um livro são sempre benéficas. Se você precisar, faça exercícios que não sejam extenuantes e promova a respiração profunda. Por exemplo, a ioga comprovadamente reduz o estresse e, consequentemente, ajuda o sono.

4. Dormir a dois

Este problema pode parecer um pouco duro, mas se você dividir a cama, 50% das interrupções do sono são devidas ao seu parceiro, de acordo com o Dr. Neil Stanley.

Por exemplo, se você tem um parceiro que é muito agitado à noite, ou que ronca regularmente, é menos provável que você tenha uma boa noite de sono e isso pode até causar tensão no relacionamento.

Solução

Se o seu ente querido está te mantendo acordado, há certas medidas que você pode tomar para ajudá-lo a dormir.

Por exemplo, ter uma máscara terapêutica para os olhos ajudará você a permanecer indiferente aos níveis de luz e ruído.  No entanto, se ainda estiver com dificuldades, vale considerar dormir em camas separadas.

5. Variar o horário de dormir todos os dias

O último da nossa lista de hábitos de sono pouco saudáveis ​​é a variação do horário de quando você vai para a cama e acorda todos os dias.

Solução

Ter uma hora de dormir não é  um hábito apenas para crianças. Por isso, tente manter um horário consistente. Acorde diariamente com um alarme e estabeleça um horário de ir pra a cama. Certifique-se de agendar pelo menos 8 horas de sono por noite para atender às suas necessidades e garantir que o dia seguinte seja produtivo. Embora seja tentador sair da rotina nos fins de semana, isso pode confundir o relógio interno do seu corpo e dificultar o sono na noite seguinte.

Está cada vez mais frequente ver pessoas que não conseguem dormir as 8 horas recomendadas por dia. Os problemas mais comuns do sono incluem Insônia, Apnéia do Sono e Síndrome das Pernas Inquietas. As causas são diversas, contudo, geralmente está relacionado à ansiedade e maus hábitos antes de dormir.

Insônia

Insônia não é apenas a dificuldade de adormecer ou permanecer dormindo.

É também caracterizada por quem desperta muito antes da hora que gostaria e os sintomas mais comuns são: cansaço extremo, irritação, falta de foco, dores de cabeça e no corpo durante vários dias.

Muitas pessoas não dormem na postura correta e este fato acrescenta estresse à coluna, podendo causar muitos sintomas indesejáveis, como dores de cabeça, enxaquecas, dor no pescoço, dores nas costas, dormência, formigamento nas extremidades do corpo, etc.

Basicamente, você fica desconfortável porque a cabeça e o pescoço não estão sendo apoiados corretamente, então você tende a se virar a noite toda, e acordar diversas vezes.

Se o problema não for tratado pode prejudicar as atividades da pessoa, como por exemplo, o seu desempenho profissional ou até causar doenças cardíacas e respiratórias.

Medidas simples que você pode tomar:

Certos alimentos são indutores do sono, por exemplo bananas, cereja ou batata doce;

Técnicas de relaxamento, como massagem, meditação ou ioga, também podem ajudar a reduzir a adrenalina e adormecer;

Evitar cafeína ou café por pelo menos 6 horas antes de dormir também colabora, pois apenas metade de sua ingestão é eliminada;

Aderir a um horário regular de sono e evitar cochilos durante o dia;

Dormir com um colchão ortopédico terapêutico e travesseiro adequado;

Antes de dormir, buscar atividades que ocupem a mente sem trazer preocupação, sem acelerar o pensamento;

Apnéia do sono

 

Para melhorar este quadro, tente o seguinte:

Evite bebidas alcoólicas e fumar, pois o tabagismo aumenta a inflamação e a retenção de líquidos na garganta e nas vias aéreas superiores. Também é útil perder peso em excesso e fazer exercícios regularmente;

Se a sua apnéia do sono não for aliviada após essas mudanças no estilo de vida, existem alguns dispositivos que podem ajudá-lo, por exemplo, um dispositivo de pressão positiva contínua nas vias aéreas ou um dispositivo de avanço mandibular para ajudar a regular sua respiração;

Os episódios de apnéia do sono diminuem quando você fica com bastante sono;

Síndrome das pernas inquietas

O último dos problemas mais comuns do sono é a Síndrome das Pernas Inquietas.

Como o nome sugere, isso se refere ao momento em que o sistema nervoso causa um desejo irresistível de mover as pernas.

De acordo com o NHS England, cerca de 1 em cada 10 pessoas são afetadas pela Síndrome das Pernas Inquietas em algum momento da sua vida, e as mulheres são duas vezes mais propensas a desenvolvê-la do que os homens.

Uma associação entre SPI e deficiência de ferro no sangue tem sido reconhecida há muito tempo. De fato, em 1950, Karl Ekbom observou que cerca de 25% dos pacientes com SPI tinham deficiência de ferro.

Estudos também mostraram que anormalidades de armazenamento e transporte cerebral de ferro estão fortemente associadas a esta síndrome.

Como tratar a Síndrome das Pernas Inquietas:

É útil desenvolver bons hábitos e manter um tempo regular de sono;

Exercitar-se diariamente por 30 a 60 minutos diminui o cansaço e melhora a qualidade do sono;

Fumar tende a deixar o corpo nervoso, caso este seja o seu caso, deixar de fumar será uma ótima medida para reduzir os níveis de ansiedade;

Como você pode perceber todos os casos de distúrbios do sono estão relacionados com a ansiedade, maus hábitos e atitudes erradas na hora de dormir;

Grandes mudanças começam com novas atitudes que pouco a pouco começam a trazer resultado;

Escolha bem o travesseiro e colchão em que você irá dormir, adote hábitos alimentares saudáveis e separe um tempo para relaxar e se exercitar;

Sono, exercícios físicos e alimentação são os 3 pilares para uma vida saudável, de boa qualidade;

 

 

Carolina S. Goulart

Será que a nossa cultura de vício em tecnologia e internet tornou impossível conseguir a perfeita noite de sono? 

 

De acordo com o NHS Choices, uma em cada três pessoas é afetada por insônia e aquelas que dormem menos de seis horas por noite, têm uma taxa de mortalidade maior. Um dos maiores motivos para isso é nossa dependência principalmente às inovações tecnológicas.

Há uma influência impressionante das redes sociais nas nossas vidas que dificultam muito o nosso desligamento na hora de dormir. Mas não devemos olhar para a tecnologia de forma totalmente negativa quando se trata de dormir. Nem tudo está perdido porque também podemos utilizá-la para obter melhoraras no sono.

Soluções em tecnologia do sono

A resposta está nos produtos que já possuem a tecnologia certa para proporcionar conforto, descanso, alívio de dores, rejuvenescimento, melhora na circulação sanguínea, correção postural. Há um fluxo cada vez maior na procura por novas alternativas que atuem diretamente na nossa condição física e bem-estar mental.

Existem dispositivos que são especialmente projetados para acalmar nossos sentidos e estimular nosso sistema interno a nos deixar sonolentos. Para isso são utilizados diferentes materiais que produzem efeitos variados, dependendo do que você deseja solucionar.

Magnetoterapia

Esta terapia vem sendo cada vez mais utilizada como uma ótima alternativa para quem tem uma lesão ou doença, pois proporciona melhora significativa e rápida da dor.

Os imãs são compostos de ligas metálicas, como ferro, níquel ou cobalto e por conta disso, atraem muitos tipos diferentes de partículas metálicas.

O sangue contém ferro e, quando os imãs terapêuticos são colocados na pele, o campo magnético penetra através da pele, dos tecidos circunvizinhos e da corrente sanguínea.

O ferro no sangue é atraído para o campo magnético, causando movimento dentro da corrente sanguínea e o aumento da atividade faz com que o fluxo sanguíneo melhore.

Quando ocorre o aumento do fluxo sanguíneo, na área onde os imãs são colocados, nutrientes e hormônios são distribuídos aos órgãos e tecidos com muito mais eficácia e rapidez.

Assim, os tecidos também ganham oxigênio, incluindo endorfinas (hormônio natural analgésico do corpo). Campos magnéticos também afetam a dispersão dos glóbulos vermelhos e a medida que as células se movem ao longo do sistema circulatório “captam” oxigênio e nutrientes.

Quando os ímãs são aplicados, essas células “se espalham”, dando-lhes mais espaço para realizar seus trabalhos. Isto significa mais oxigênio, entrega e remoção de nutrientes e mais energia.

Assim, a inflamação no corpo é aliviada e os danos causados ​​pelo processo inflamatório começam a ser reparados por um suprimento fresco e rico de oxigênio e nutrientes. As células que foram rompidas e desoxigenadas começam a cicatrizar, fazendo a regeneração tecidual, eliminando o excesso de líquido e toxinas.

O sistema circulatório retorna ao normal e o coração não precisa trabalhar tanto para bombear fluido extra ao redor do corpo. Os campos magnéticos estabilizarão todos esses processos e ajudarão o corpo em sua recuperação.

Infravermelho-longo

Vivemos numa época em que somos bombardeados por toxinas, herbicidas e pesticidas em nossos alimentos, produtos químicos adicionados à nossa água, para não mencionar a poluição industrial e medicamentos. Essas toxinas têm sido associadas a todas as dores de nossos corpos.

As propriedades benéficas do infravermelho longo receberam atenção especial da comunidade científica nos últimos anos, embora a primeira pesquisa realizada nesta parte do espectro de luz tenha sido realizada pela NASA há várias décadas.

 Os raios infravermelhos longo fazem parte do espectro de luz eletromagnética e estão próximos da frequência da luz natural do sol, que estimula a produção de vitamina D.

No entanto, o infravermelho longo não contém nenhuma radiação UV / UVB nociva da luz solar e provavelmente seja o tipo de radiação eletromagnética natural (REM) mais abundante em nosso mundo.

Estudos mais recentes mostram que ele estimula a produção de tecido celular saudável, o que pode promover processos de cura mais rápidos e mais completos.

A terapia com esta tecnologia também elimina resíduos e toxinas celulares, fazendo ressonância com as moléculas de água, melhorando a circulação e a condição da nossa saúde.

No seu processo de envelhecimento a água começa a se aglomerar, uma molécula se une a outra e forma uma estrutura chamada “clusters”. Com a ação do Infravermelho Longo, as moléculas de água vibram e quebram a cadeia molecular proporcionando melhor circulação.

Os produtos que contém infravermelho longo (colchões, travesseiros, pillow cervical e pulseira) oferecem relaxamento profundo, melhoram o sono, aumentam a resistência, proporcionam melhorias vasculares e uma sensação geral de bem-estar.

Terapia Bioquântica

Segundo a física quântica tudo na natureza é energia condensada, inclusive os seres humanos, então melhoramos e fortalecemos esta energia podemos ver resultados positivos no nosso corpo físico.

Porém, muitas vezes ocorrem interferências nas ondas de energia que acabam por prejudicar a ressonância do campo magnético dos átomos, gerando caos no organismo.

Esta interferência é produzida por moléculas de toxinas, ondas de rádio, ondas curtas, celulares ou pelo próprio homem, devido ao estresse, aos estados tensionais, emocionais, sedentarismo, desequilíbrios alimentares, etc. O resultado disso é uma alteração na nossa frequência.

Isto altera toda a nossa ressonância vibracional, nosso padrão quântico, e começa a nos “desestruturar”, a nos adoecer pouco a pouco. Assim, cansamos com facilidade, desenvolvemos problemas de sono, dores musculares e articulares frequentes.

Os produtos que oferecem a terapia bioquântica proporcionam ao corpo vibrações de frequência saudável, equilíbrio físico e energético. Também agem no sentido de restabelecer as desordens, mantendo o nosso organismo saudável por muito mais tempo, prevenindo e evitando a propagação de doenças.

Para dormir bem

No mundo e na sociedade atual que vive em ritmo acelerado as 24 horas do dia, nunca foi tão importante cuidar da quantidade do sono para ter uma boa saúde física e mental.

Com o uso de produtos que possuem tecnologia de auxílio ao sono, você pode encontrar a solução perfeita. Para obter mais informações sobre a gama de produtos Cia Do Sono, clique aqui:

https://www.ciadosono.com.br/loja

 

Algumas pessoas têm enorme facilidade para dormir. São os ironicamente chamados de bons de cama: deitam e dormem. Mas, há aqueles que por diversos motivos não conseguem ter um sono de qualidade, o que acaba comprometendo o dia a dia dessa
pessoa. Há inúmeros fatores que influenciam para
que se consiga ter uma boa noite de sono e entre
eles está a alimentação.

Um estudo publicado na revista Appetite demonstrou que os indivíduos que apresentam uma dieta nutricionalmente equilibrada e variada estavam mais propensos a dormir oito horas. Por outro lado, os indivíduos que apresentavam dieta desequilibrada apresentaram maior chance de estar no grupo de pessoas que dormiam pouco. Especialistas con rmam que tanto sentir fome quanto comer demais ou ingerir certas bebidas estimulantes podem atrapalhar o sono e causar desconforto e insônia.

Por isso, é tão importante observar a nutrição e os hábitos diários. Consumir alimentos gordurosos antes de dormir, além de provocar azia e má digestão podem causar um sono inquieto.

“A dieta pode influenciar no sono de forma negativa quando são ingeridos alimentos muito pesados, como feijão ou carne. Assim como, quando há excesso de gorduras, doces ou carboidratos. Além disso, alimentos estimulantes, como café, chimarrão e refrigerantes podem atrapalhar o sono tranquilo”, diz a nutricionista, especialista em nutrição clínica, Rúbia Garcia Deon. Bebidas alcoólicas também prejudicam, pois, segundo a nutricionista ajudam a fragmentar o sono, impedindo que a pessoa que a ingeriu alcance o sono profundo.

Por outro lado há alimentos que ajudam a relaxar e chegar ao sonhado sono profundo. Para isso, Rúbia indica opções ricas em triptofano e vitaminas do complexo B, como leite, aveia, castanhas e banana, assim como alimentos que possuem efeito calmante, como o maracujá e chás de camomila e melissa, por exemplo. “O aminoácido chamado triptofano atua na produção de serotonina, que é o neurotransmissor responsável pelo relaxamento. Ou seja, ele é um bom indutor de sono”, explica a nutricionista.

A falta de vitaminas do complexo B e minerais podem perturbar o sono porque reduz a secreção da melatonina, um hormônio secretado especialmente à noite, que influencia a regulação do sono. Por sua vez, um estudo também demonstrou que o suco natural de cereja, consumido duas vezes ao dia, diminuiu a insônia em 15 idosos, e o tempo necessário para adormecer foi reduzido em 17 minutos.

 

Alimentos devem ser ingeridos quatro horas antes de dormir

O excesso de comida a noite também prejudica o sono, uma vez que causam indisposição e má digestão. Segundo Rúbia, quando dormimos o organismo concentra as energias no sono e as funções ficam 
mais lentas. A falta de refeições regulares durante o dia também interfere, por isso a necessidade de um equilíbrio. A recomendação de comer a cada três horas é para que sejam mantidos os níveis de energia e glicemia do organismo. “O ideal seria a ingestão de seis refeições por dia, sendo elas, café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. A primeira refeição, ou seja, o café da manhã, é a mais importante do dia, pois o organismo já está há pelo menos oito horas em jejum e precisa recuperar os níveis de glicemia no sangue”, indica Rúbia.

A especialista em nutrição clínica explica ainda que ficar muitas horas sem se alimentar irá fazer o organismo liberar de forma exagerada o hormônio chamado insulina, que aumenta as taxas de glicose do sangue. Além disso, a não ingestão de alimentos promove o estoque de gordura na região abdominal, pois o organismo faz uma reserva ali para suprir a necessidade de energia nos momentos de falta.

< Conheça alguns acessórios que irão contribuir para melhorar a qualidade do seu sono >

 

DICAS DE ALIMENTAÇÃO PARA UM SONO TRANQUILO

– Evite bebidas estimulantes como chocolate, café, chá preto ou mate, guaraná, refrigerantes à base de coca pelo menos quatro horas antes do sono.

– Tome um copo de leite morno. O leite contém o aminoácido triptofano, que relaxa os músculos e induz o sono.

– Diminua a ingestão de alimentos gordurosos e de grande quantidade de alimentos, pois facilitará a digestão, favorecerá o sono e evitará que as calorias desses alimentos sejam armazenadas na forma de gordura.

– Evite ingerir condimentos como molhos gordurosos e temperos fortes.

– Consuma chás, preferencialmente de camomila, mulungu e melissa.

– Evite altas doses de bebidas alcoólicas.

– Consuma doses moderadas de carboidratos (torrada, pão, aveia), magnésio, amêndoas, amendoim, trigo, aveia, cereais integrais, folhas verdes escuras, cereais integrais, germe de trigo, cevada, abacate, grão de bico, leite e atum também ajudam a equilibrar o ritmo do sono.

 

 

O que você prefere: ser uma pessoa disposta, entusiasmada, otimista e positiva ou viver de mau humor, irritada, estressada e ainda ter baixo rendimento no trabalho? A resposta parece óbvia, mas e se trocarmos a pergunta para o que preciso fazer para que minha vida tenha essas características? A resposta é dormir bem.

O bom sono é a terceira maior necessidade para se ter uma vida de qualidade, segundo o médico e professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Ramon Luiz Moreira, autor do livro 7 Pilares da Qualidade de Vida. Junto com o sono, estão alimentação saudável, exercícios físicos, trabalho, afetividade, sexualidade e lazer.

Dormir é uma necessidade vital. Mas não basta dormir de qualquer jeito. Esse sono precisa ser de qualidade para que no dia seguinte a pessoa esteja disposta e pronta para encarar e corresponder a tudo ao que ela é cobrada no trabalho, na rua e em casa.

Para o pneumologista especialista em Medicina do Sono e diretor clínico da Pneumosono, Fabio Maraschin Haggstram, dormir bem depende de muitos fatores. Mas os três principais são ter ritmo, quantidade e qualidade do sono. Ritmo signi ca ter hora para dormir e para acordar.

A quantidade varia de pessoa para pessoa, cando entre 4 e 12 horas de sono, o que leva a uma média de 7 a 8 horas para a maioria da população. Já a qualidade está ligada aos estágios do sono.

POR QUE PRECISAMOS DORMIR?

O que nos leva a dormir são duas substâncias: a adenosina, que acumula no nosso organismo enquanto camos acordados, e a melatonina, que é liberada no cérebro quando escurece. Então,
a luz irá inibir a liberação de melatonina e consequentemente prejudicar o sono. A melatonina tem um pico de liberação e o ideal é dormir quando ele está subindo, que é quando escurece, geralmente entre 20h e meia-noite. Por isso, o sono do dia não é igual ao da noite. “Nós fomos feitos para dormir de noite”, diz Fabio.

O especialista ainda recomenda não usar eletrônicos como televisão, computador, tablete ou celular antes de dormir, pois a luminosidade desses aparelhos atrasa a liberação de melatonina. “O atraso de fase do sono é cada vez mais comum, devido a essa exposição maciça que nós temos durante o dia e principalmente à noite.

Esse atraso ocorre em grande parte nos adolescentes, independentemente de estarem expostos a luz ou não, por isso que eles vão dormir mais tarde e consequentemente deveriam acordar mais tarde”, explica ele. Já a adenosina é a substância que se liga com um receptor cerebral.

Essa ligação é bloqueada pelo uso de cafeínas e por isso, café, chá, chimarrão, chocolate, refrigerante evitam o sono. Daí vem a recomendação de evitar esse tipo de alimento,
principalmente após as 18h. Além desses fatores siológicos, ainda é preciso realizar uma boa higiene do sono para conseguir atingir os ciclos necessários. Fabio aconselha as pessoas a não se privarem do sono, pois ele é de necessidade vital.

 

DORMIR EMAGRECE, REJUVENESCE E FAZ CRESCER

Há muito tempo está comprovado que dormir signi ca muito mais que apenas descansar. Uma noite bem dormida revigora, dá disposição, não deixa a sonolência chegar, melhora a parte cognitiva e da memória. “Seria uma perda de tempo dormir um terço da nossa vida

só para descansar”, avalia Fabio. Nem imaginamos, mas enquanto dormimos milhões de reações estão ocorrendo em nosso organismo.

Durante nosso sono inocente nossos órgãos estão recebendo reparos, liberando hormônios e reparando as células que irão se agregar aos tecidos do fígado, baço, pâncreas, cérebro e coração. Isso acontece para que acordemos zerados para encarar mais um dia com a máxima disposição, entusiasmo, otimismo e positividade. De acordo com o personal training, Nuno Cobra, no decorrer de um dia de trabalho, nós vamos desgastando os nossos órgãos. A poluição destrói os nossos alvéolos pulmonares e durante a noite o nosso organismo precisa fabricar células su cientes para poder repará-los.

Durante o nosso sono acontece o controle da pressão arterial, da glicose, do colesterol, do peso, da memória, do aprendizado. “Quando atingimos o sono profundo,

liberamos um hormônio chamado leptina, que é o hormônio da saciedade. Se a pessoa está dormindo mal, está com o sono fragmentado e não chega ao sono profundo, irá liberar menos leptina e ocorre um desequilíbrio com outro hormônio que é a grelina, que controla o metabolismo”, explica o médico.

Também durante o sono profundo é liberado o hormônio do crescimento, que, nas crianças, serve para crescer física e cognitivamente. Já nos adultos ele tem a função de manter um bom tônus muscular e o rejuvenescimento. Assim, as pessoas que não dormem bem envelhecem mais depressa. Se nosso corpo não faz todo esse processo podemos ter aumento de peso, que pode levar às apneias, que irá piorar ainda mais o sono e prejudicar o indivíduo. É uma bola de neve. Fabio ressalta que a má qualidade do sono também causa mau humor, irritação, ansiedade, nervosismo e depressão. O sono reparador também ajuda na cicatrização e rejuvenescimento. “Se a pessoa não dormir bem pode acabar tendo até distúrbios psicológicos”, ressalta o médico.

 

OS ESTÁGIOS E A QUALIDADE DO SONO

Segundo Fabio, o sono tem dois grandes estágios: o não REM e o REM, que traduzido do inglês, significa Movimento Rápido dos Olhos. A principal diferença entre eles é que no sono não REM o nosso cérebro está descansando, com possíveis movimentos do corpo ainda. E no sono REM ocorre o contrário: o nosso cérebro está funcionando e o nosso corpo está em atonia completa, ou seja, os músculos estão paralisados.

O sono não REM é subdividido em três estágios: o superficial, que é no início do sono, também chamado de N1, o intermediário ou N2, que é a maior parte do nosso sono (55%). Sono profundo, de ondas lentas. É relacionado a funções metabólicas, como a produção do hormônio do crescimento e o N3, que é o sono profundo. A qualidade do sono está associada a esses estágios ou ciclos do sono. De acordo com Fabio, para se ter uma boa noite de sono precisamos atingir de três a cinco ciclos durante uma noite. “Para o sono ser de qualidade, ele não deve ser interrompido, seja por fatores externos ou internos”, explica Fabio. Segundo o Instituto do Sono, em um indivíduo normal, os ciclos não REM e REM alternam-se ao longo da noite e repetem-se a cada 70 a 110 minutos.

A qualidade do sono pode ser avaliada pelo exame chamado de polissonogra a. Ele monitora a pessoa por eletrodos, que captam sinais siológicos. Esses sinais irão mostrar se a pessoa está fazendo todos os estágios do sono corretamente (não REM e REM), se está despertando durante a noite, se o sono é fragmentado, além de avaliar a parte cardiorrespiratória (batimentos cardíacos, roncos, apneias) e os movimentos. Fabio explica ainda que a avaliação leva em conta se os despertares ou incômodos durante a noite são durante o sono mais profundo, o N3, que ocorre na primeira metade da noite ou no sono REM, que ocorre na segunda metade.

 

COLCHÃO E TRAVESSEIRO INFLUENCIAM NO SONO

Há vários fatores que podem prejudicar o sono. Entre eles, o médico cita a luminosidade no quarto, a falta de silêncio, muito calor ou muito frio, pessoas incomodando ao lado, além de um colchão ou travesseiro inadequados.

Segundo Fabio, o travesseiro ideal é aquele que foi feito para a pessoa, com a medida de seus ombros. Já o colchão, ele recomenda um de material mais firme, mas que leve em conta, principalmente, o conforto da pessoa que irá se deitar sobre ele. Para ajudar ainda mais, um travesseiro no meio das pernas irá posicionar melhor a coluna. Para evitar ou amenizar as dores nas costas, a dica é dormir de lado, o que também será melhor para a respiração e o estômago. “Para quem ronca, dormir com a barriga para cima piora a obstrução das vias aéreas”, explica.

Dentre os fatores internos que atrapalham o sono estão as patologias. Elas são separadas pelas doenças que não são do sono, como asma, rinosinusites, re uxo gastroesofágico e dores. Já as principais doenças do sono são insônia, apneia obstrutiva do sono e a síndrome das pernas inquietas.

O ronco, segundo o especialista, deve ser visto como um alerta de que podem estar ocorrendo apneias. Fabio explica que a apneia ocorre quando o ar não entra de forma adequada para dentro do pulmão, causando menos entrada de oxigênio. “Além de fragmentar o sono e deixar a pessoa com sonolência a apneia diminui o oxigênio que vai para o coração e para o cérebro, e aumenta muito o risco de doenças cardiovasculares como pressão alta, arritmia, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC)”, avisa. Por isso, o sono de todos tem que ser de qualidade e não pode ser interrompido. Ele pode ser considerado um antídoto contra problemas bem mais graves que as olheiras. Preste atenção e cuide da sua saúde também enquanto dorme.

 

DICAS PARA TER UM BOM SONO

 

✓ Ter horário para dormir e para acordar

✓ Ir para a cama somente na hora de dormir

✓ Pouca luminosidade no quarto

✓ Silêncio

✓ Temperatura entre 20oC e 24oC

✓ Bom colchão

✓ Bom travesseiro

✓ Dormir de lado e com travesseiro no meio das pernas ✓ Evitar bebidas à base de cafeína após as 18h

✓ Evitar bebidas alcoólicas

✓ Não fazer exercícios físicos perto da hora de dormir ✓ Jantar pelo menos duas horas antes de dormir

✓ Fazer atividades repousantes após o jantar

✓ Não levar problemas para a cama